Sobre arrumações, cálculos e felicidade.


Imagem de room, vintage, and dress


































É engraçado como as coisas podem mudar em questão de segundos. Por exemplo, acordei cinco à minutos atrás e o dia estava completamente cinzento. Mas depois de tomar uma boa xícara de café, nesse exato momento, enquanto escrevo essas palavras, o sol entra pela minha janela, fazendo com que a cortina ganhe uma cor dourada e uma certa leveza. É bonito presenciar essas pequenas mudanças; é bonito ver como as coisas podem mudar de uma forma tão rápida e simples, e ainda fazer toda a diferença.

Não, realmente não estava nos meus planos comentar sobre a cortina ou em como o dia ficou mais bonito - era para isso ser um típico texto de final de ano;. mas olha aí mais uma vez as circunstâncias mudando o nosso roteiro! E neste momento, eu sou grata por isso.
Sei que todo ano faço uma pequena observação sobre minhas faxinas, pois são realmente comuns, quase um ritual ( acredito que a maioria das pessoas façam isso): retirar as coisas que não usamos mais e doar para outras pessoas. Mas certas coisas não foram feitas para serem passadas adiante, pois o tempo que elas deveriam ficar em nossas vidas já passou da validade.

Eu estava lendo um livro de Marie Kondo, A Mágica da arrumação, e em certos momentos, você realmente acredita que aqueles métodos são um bocado malucos. Mas em meio à tantas formas de organizações citadas no livro, algo sempre prevalecia: Mantenha aquilo que realmente lhe traga felicidade. Engraçado, não é? Passamos a vida inteira em busca de respostas, cálculos, frases de impacto e alguém simplesmente nos revela a verdade mais simples de todas - manter somente o que nos deixa feliz, o que nos faz bem. Isso não é aplicável apenas ao nosso espaço físico mas sim em nossa alma. Vamos acumulando coisas de zilhões de anos atrás e quando chega dezembro, reclamamos do quão cansados estamos, mas, se podemos decidir se aquele objeto nos trás felicidade ou não, por que não podemos selecionar os acúmulos de sentimentos que vivemos e apenas deixarmos os que foram bons? Nós temos a dificuldade de nos livrarmos das coisas pelo apego sentimental ao passado ou por medo do futuro, mas se olharmos bem, as pessoas que passaram em nossa vida; os momentos que vivemos (bons ou ruins); as lágrimas que derrubamos; os relacionamentos que tivemos; tudo isso cumpriu a função que deveria em nossa vida. As coisas boas nos ensinaram a sermos gratos e aproveitarmos os pequenos momentos e as dolorosas, nos ensinaram a sermos mais fortes, assim como também nos mostraram o que não precisamos mais. 

Por mais difícil que seja, precisamos deixar as coisas que já não nos fazem bem irem embora. Seja grato por tudo que viveu, mas entenda que para seguir em frente e menos cansado, você precisa diminuir a bagagem e levar somente o que é necessário.

Sei que 2015 não foi exatamente como planejei, mas a vida tem muito desso, não é? As coisas não foram fáceis. Houveram lágrimas, correrias, encontros e muitos desencontros. Pessoas que eram conhecidas, hoje já não mais conheço e pessoas que nunca pensei que conheceria, hoje fazem parte da minha rotina; e algumas que sempre estiveram por perto, bem... continuam por perto. Mas apesar de tudo, eu sou grata por todos esses momentos, pois eu cresci com eles e já não sou a mesma pessoa que era em 2014.
Eu sei que tudo é sempre um processo e eu estou realmente no começo dele, mas no meio de toda essa arrumação de final de ano, eu joguei fora muitas coisas que não me faziam bem e estou tentando deixar em mim apenas o que me faz realmente muito feliz. 

Muito obrigada à todos que estiveram comigo neste ano; obrigada por lerem os sentimentos que deposito aqui e por todo carinho que recebo. Desejo que 2016 seja repleto de coisas lindas e grandes aventuras! Que possamos a cada dia mais jogarmos fora um pouquinho do nossos acúmulos. Que possamos deixar a nossa alma guardar apenas coisas que nos fazem bem e que nos tornam leves, pois como diz Marie Kondo: A vida começa, quando a casa está em ordem.

Seja mais que bem-vindo 2016; que seja doce e bonito. Feliz Ano Novo à todos!



3 comentários:

  1. Eu sempre tive vontade de ler o livro dela depois que ela disse para não embolar mais as meias porque elas estão exaustas de carregar nossos pés o dia todo, e isso tudo o que você disse faz todo sentido. É que a gente olha paras as coisas e diz "Mas vai que um dia eu preciso" e acaba pondo de volta nas coisas. Espero que mais e mais pessoas consigam se despregar dessa ideia de que um dia vão precisar daquilo.
    Um ótimo ano novo para você!
    Grande beijo!

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    1. Eu super recomendo o livro dela, é realmente maravilhoso e trás lições eficazes não só pra nossa casa, mas também pra vida. E sim concordo plenamente contigo.
      Feliz ano novo querida, que 2016 seja incrível pra você.

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  2. Eu sempre tive vontade de ler o livro dela depois que ela disse para não embolar mais as meias porque elas estão exaustas de carregar nossos pés o dia todo, e isso tudo o que você disse faz todo sentido. É que a gente olha paras as coisas e diz "Mas vai que um dia eu preciso" e acaba pondo de volta nas coisas. Espero que mais e mais pessoas consigam se despregar dessa ideia de que um dia vão precisar daquilo.
    Um ótimo ano novo para você!
    Grande beijo!

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