Sobre mudanças, recomeços e marés.

Imagem de green and suitcase

E hoje eu senti uma baita vontade de voltar pra casa, isso mesmo, casa. Será que é possível habitar lugares e não se sentir abrigado por eles?. É uma sensação desconfortável, ter que voltar para um recinto que de fato você não pertence.

Eu mudei, em menos de um mês, eu mudei e muito. Mudei de bairro, tenho um novo endereço, mudei a rotina, me mudei daqui, mudei de mim. Mas hoje, exatamente hoje eu senti saudade e daquelas boas em que a gente fica com o estômago revirado e bate aquela sensação gelada de euforia e ansiedade, pra voltar a um lugar onde você pode chamar de lar. 
Existem inúmeras habitações,  lar não é apenas um recinto,  é onde  podemos ser inteiramente e genuinamente nós mesmos. 

E cá estou eu, voltando pra casa, e esse sentimento é muito bom! É como se todo o universo estivesse me abraçando e eu finalmente me sentisse parte de algo maior, pois todos nós fazemos parte de algo que no momento não vemos, mas podemos senti-lo.  
Sempre fui uma pessoa contida e a melhor forma que encontrei de me expressar foi através das palavras, confesso que dediquei muito tempo e esforço em muitas áreas, mas eu voltei pra mim e preciso cuidar do meu jardim,pois só assim ele crescerá e irá desabrochar. 
Acredito que a vida, assim como as palavras são como marés, elas não podem ser contidas e as vezes estão baixas, mas precisamos de momentos assim pra que possamos voltar com força maior e assim desaguarmos grandiosamente.



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